Capital de cavaleiros e arquitetura monumental, Valletta combina o charme das ruas em pedra calcária com um património cultural único.

Os navios de cruzeiro atracam em Valletta, a capital de Malta. Patrimônio Mundial da UNESCO é uma das áreas históricas mais concentradas do mundo, com com mais 300 monumentos de relevante interesse.

Embora Malta se tenha tornado independente em 1964, ainda existem muitos vínculos com a Grã-Bretanha. Ainda se podem ver varias marcas conhecidas dos britânicos em Valletta, como Marks and Spencer, Monsoon ou Costa Coffee. O centro da cidade também tem muitas atrações históricas, como o Palácio de Castela ou as Salas de Guerra Lascaris. Este último contém uma série de salas de operações e túneis complexos que foram usados ​​durante a Segunda Guerra Mundial.

Malta é formada pelas Ilhas de Malta, Gozo e Comino, que são habitadas , mas não nos podemos esquecer das pequenas ilhas que completam o país: Cominotto, Delimara, Filfla, Ilha de São Paulo, Ilha Manuel, quase inexploradas quer por questão de preservação quer por falta de tempo para os turistas de cruzeiros, mas que também são cheias de história e belezas peculiares.

Como não é possível ir a pé até à cidade medieval fortificada de Mdina saindo do porto, o melhor é de transporte público ou de excursão. Antiga capital de Malta, a ‘Cidade do Silêncio’ tem poucos carros e é incrivelmente silenciosa. Um labirinto de ruas estreitas gira em torno da impressionante Catedral de São Paulo. Mdina fica dentro de uma grande colina e os visitantes podem desfrutar das magnificas vistas do topo da fortificação. Além de Valletta, a cidade tem alguns dos melhores exemplos da arquitetura de arenito de Malta. Existem muitos restaurantes que servem cozinha tradicional maltesa e podemos encontrar várias lojas que vendem o famoso Mdina Glass. Quem gosta de levar recordações saiba que o vidro é mais barato comprando em Mdina do que no terminal de cruzeiros.

“A ‘Cidade Silenciosa’ de ruelas medievais, onde o tempo parece ter parado.”

Popeye Village é uma atração temática construída em torno do cenário do filme de Robin Williams em 1980 – Popeye.
Localizado no noroeste de Malta, este local único é estranhamente fascinante, mas também bastante desconcertante! Os visitantes podem conhecer uma série de personagens do Popeye (atores), podendo entrar nalguns dos edifícios e assistir a clipes do filme.

“Um cenário de filme saído do conto de fadas, aninhado numa baía de águas cristalinas.”

O caminho até à Blue Grotto é bem mais rural. Aqui sim irão perceber que saíram da zona urbanizada da ilha. E é perfeitamente possível visitar a Blue Grotto de transportes públicos.
A vista da paragem do autocarro é magnífica, mas recomendo vivamente fazerem uma descida até à zona do porto e uma viagem de barco pelas grutas. Vale bem a pena e se tiverem tempo extra acho que um mergulho na zona vale bem a pena.
E para terminar o passeio, porque não uma paragem em Marsaxlokk que é uma vila piscatória com uma baia bem bonita e um dos locais recomendados em Malta para comer peixe fresco.
A Blue Grotto é um dos locais mais populares a visitar em Malta, no entanto frequentemente confundido com a Blue Lagoon na ilha de Comino. Muitos turistas acabam por pensar que se trata do mesmo local e acabam por não reservar tempo para a visitar.

“Onde a luz do sol transforma o interior das grutas marinhas num azul elétrico fascinante.”

O Blue Lagoon, ou lagoa azul é um dos lugares mais lindos de Malta, e claro, que você não pode perder em sua viagem à Malta. O Blue Lagoon é um cartão postal autêntico, um paraíso de areia branca, águas azul-turquesa e transparente, e nadar nessas águas é simplesmente imperdível. Este lago paradisíaco situa-se entre a pequena ilha de Comino e do ilhéu de Cominotto.
Para chegar a Comino existem várias opções. A mais sensata é adquirir uma excursão no navio, mas se quiser (ou puder) ir por conta própria há pequenos cruzeiros desde Sliema ou Bugibba, ou ferries desde a ilha de Malta.
É aconselhável que leve protetor solar e o aplique com frequência  e também é aconselhável levar água, óculos de sol e equipamento de snorkel se quiser aproveitar ao máximo. Embora tudo isto esteja disponível nos quiosques na praia, mas os preços são bem altos.

“A piscina natural de Comino com águas tão transparentes que os barcos parecem flutuar no ar.”

Calor – Pode parecer óbvio, mas Malta pode ficar extremamente quente. De junho a agosto, o calor pode ser muito seco. Certifique-se de levar muita água, protetor solar e um chapéu quando for a terra.

Língua – O maltês é a língua principal, mas a maioria dos habitantes fala inglês bastante bem. Quase tudo é escrito em inglês, desde horários de autocarros, os nomes das ruas, menus e até nas lojas.

Transportes públicos – Malta tem um sistema de autocarros públicos bem organizado, fácil de usar e acima de tudo… barato. Muitos passageiros de cruzeiros usam o autocarro para se deslocar pela ilha, já que a estação rodoviária central fica a cinco minutos a pé do Upper Barraka Gardens.

A cozinha maltesa é caracterizada pelas suas características mediterrâneas com toques árabes e britânicos. Nos pratos principais da cozinha de Malta, o azeite, tomate e queijo são amplamente utilizados. Além disso, o chá é bastante típico da ilha, um legado do período da colonização britânica. Algumas das sobremesas mais típicas do país também contam com influências árabes e turcas. Entre todas essas influências, devemos enfatizar a importância da culinária italiana na comida típica maltesa. Em todos os restaurantes, você encontrará massas de todos os tipos. Um elemento imperdível em Malta.

Pastizzi

A comida mais conhecida de Malta é o pastizzi. É um tipo de empanada recheada com queijo ou ervilhas. Esta delícia de massa folhada é uma opção perfeita para almoço ou lanche.

Coelho maltês

Este prato delicioso é basicamente estufado ou um ensopado de coelho ou lebre acompanhado de ervilhas, cenouras, tomates, azeitonas e outros vegetais.

Imqaret

A sobremesa maltesa por excelência é o imqaret. Este bolo frito recheado de tâmaras é uma delícia que você não pode deixar de provar. Além disso, é um belo presente para levar para casa.

A maior curiosidade é que Valletta foi a primeira cidade planeada da Europa. A cidade foi esboçada em 1565, durante a Ordem de São João de Jerusalém e concluída em apenas 15 anos, também detém o recorde de uma das cidades de crescimento mais rápido do mundo, e fica absolutamente linda durante o pôr do sol.

No sul da ilha de Malta, a cerca de meia hora de Valletta, não deixe de visitar as vilas piscatórias de Marsaxlokk e Birzebbugia. A primeira é famosa pelo mercado de peixe (ao domingo) e pelos seus coloridos barcos, os Luzzu, com o olho de Osíris pintado na proa para proteger os pescadores no mar. Aproveite para se deliciar com uma mariscada.

©CRUISELOVERS

Marco Carlino de Lima

Especialista em Cruzeiros & Editor-Chefe

“Apaixonado pela experiência humana por trás de cada viagem, Marco Lima soma mais de duas décadas no setor dos cruzeiros e, dedica-se a desmistificar o mundo dos cruzeiros com partilhas autênticas, dicas práticas e uma paixão contagiante pelo oceano.”

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